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27/06/08 - 18:07
005 - Gustavo Drummond, do Udora
Entrevista feita por: Gilmar Souza
Udora

[Foto: Fã Clube Oficial UDORA - http://www.flickr.com/photos/fc_udora]
De Belo Horizonte à Los Angeles. De Los Angeles a Belo Horizonte!
Após o lançamento de “Liberty Square” de forma independente e mais de 150 shows realizados em Los Angeles vem o inesperado! Ao contrário de muitas bandas que sonham em fazer sucesso fora do Brasil, decidem voltar ao e cantar em português. Logo em 2007 lançam o cd “Goodbye Alô”, trabalho atual da banda, que já sofreu algumas mudanças em sua formação que conta atualmente com Gustavo Drummond (Guitarra e Voz), Leonardo Marques (Guitarra), Daniel Debarry (Baixo) e PH (Bateria).
Entrevistamos hoje Gustavo Drummond, vocalista da banda UDORA!
Antes da entrevista, nosso entrevistado indica a música REFÉM DO TEMPO, que pode ser baixada de forma legal no MySpace oficial da banda e também no Trama Virtual. Vale a pena conferir!

[Foto: Fã Clube Oficial UDORA - http://www.flickr.com/photos/fc_udora]
Portal Music Life: O que mais te impulsionou a ir para Los Ageles em 2001 buscar o improvável? Qual foi a primeira coisa que você pensou quando chegou em LA!? Em algum momento você pensou em desistir?
Gustavo Drummond: O desejo de fazer parte da comunidade musical internacional, aprender a acumular experiências num mercado super desenvolvido. Pensamos em desistir inúmeras vezes. Mas felizmente os frutos que eram colhidos e as perspectivas nos mantinham lá bem focalizados.
O sucesso do Liberty Square em Los Angeles foi um sonho realizado? O que te fez decidir definitivamente voltar pro Brasil, e a partir daí compor e cantar em português?
Com certeza. Tivemos uma grande notoriedade e respeito da cena musical americana graças ao Liberty Square. O que me fez querer voltar ao Brasil foi o desejo de estar perto da minha terra, do meu povo e de sua cultura. Já estava nos EUA há 5 anos e sentia que minha missão já estava cumprida por lá. Era hora de aplicar o que havíamos aprendido no nosso país.
Você sente falta em algum aspecto de Los Angeles(cidade, público, a vida no geral)!? Alguma vontade de voltar a apresentar ao público de lá o Udora em português?!
Sinto falta de muitas coisas pequenas relativas à cidade, nosso público de Los Angeles e outros detalhes que passam pela cabeça quando dá aquele momento de nostalgia. Tenho vontade de voltar, visitar e fazer shows, mas obviamente a língua escolhida nas canções para uma eventual turnê seria o inglês.
Em entrevista ao “valepunk.com” você conta que já tocou para 250 mil pessoas, e para uma. Quanto maior o público, melhor o show? É frustante fazer um show para poucas pessoas?!
Isso foi no Rock In Rio 3, quando eu tocava em outra banda, chamada Diesel. A questão do público é relativa. As vezes você toca pra um público enorme que não embarca na onda musical que você está propondo e outras vezes pra um público pequeno que enlouquece no som. Varia muito. O legal mesmo é quando existe aquela sinergia perfeita entre artista e público.
Qual foi o show que mais marcou durante todos esses anos?! Tem algum que você pensa “nossa, esse era melhor não ter acontecido”?
São quase 700 shows tocados em quase 10 anos que toco em banda. Tem vários de cada tipo, com histórias mirabolantes e casos que nem valem a pena lembrar. Um dia eu escrevo um livro contando...
De onde você tira inspiração para suas composições? Pra você é mais fácil compor em inglês ou português?
Tiro inspiração do que eu vivencio na minha vida mesmo. Seja em relacionamentos, anseios e reflexões. Eu tenho uma certa facilidade com línguas, portanto tanto em inglês quanto em português dá pra me virar. Em termos de sonoridade, tenho preferido o português pela conexão imediata com o público daqui.
A MTV Brasil e a Coca-Cola estão com o projeto “estúdio mtv coca-cola”, no qual se mistura duas bandas “diferentes”. Temos como exemplo Pitty e Negra Li, Skank e Nação Zumbi, Cpm22 e Babado Novo, e recentemente Charlie Brown Junior e Vanessa da Matta. Você toparia “misturar” o som de vocês com uma outra banda “diferente”? Qual seria o limite? Alguma banda que você gostaria de tocar junto?
Se Tom Jobim estivesse vivo, seria minha escolha. Dos que estão entre nós, escolheria João Gilberto. Sonhar não custa....Acho sensacional esse tipo de iniciativa. Musicalmente falando, simplesmente não há limites quando se deixa de ser preconceituoso com relação a outros estilos.
Em outubro de 2007 rolou a “Batalha Pop Rock Brasil” promovido pela rádio 98fm para que o público escolhesse 2 bandas para tocar no Festival Pop Rock Brasil, que rola todo ano em BH. Infelizmente o Udora não ganhou. Você acha que falta espaço para bandas independentes nesses festivais? Você gostaria de tocar no festival esse ano?
Acho que seria legal haver a participação de um número maior de bandas independentes sim. Mas pelo menos os organizadores têm tido o cuidado de olhar pra essa cena e abrir portas pra esses grupos. É claro que gostaria de tocar no festival, seria uma honra.
Nos últimos shows em BH, vocês já estão apresentando algumas músicas novas, como por exemplo, “Pelo Menos Hoje”. Isso seria indício de um novo trabalho? Existe alguma previsão para um próximo cd? Algum novo projeto...
Com certeza. Estamos a todo vapor no processo de composição e gravação do sucessor do Goodbye Alô. Posso dizer que será um disco de alta qualidade, com grandes idéias e canções.
Todos que presenciam um show da banda percebem que vocês têm o cuidado de logo após o show conversar nem que seja só um pouco com o público, autografar cds, tirar fotos. Já teve caso de algum fã que passou dos limites? Qual o limite de um fã? Fora dos shows, em outros lugares públicos, você se incomoda se algum fã o parar?
Não teve caso de nada anormal não. Eu acho que isso parte da forma como o artista se porta. A gente procura respeitar bastante quem procura contato e até hoje tivemos o mesmo em retorno. Eu não poderia me incomodar jamais com um fã querendo contato. Eu incentivo isso. Se eu quisesse o anonimato, estaria trabalhando num banco ou algo do tipo.
Para terminar a entrevista, gostaria que você, indicasse um cd que vc tem escutado ultimamente e deixasse um recado para a galera que ta lendo.
O CD que eu mais tenho escutado ultimamente é o Cinema Transcendental do Caetano Veloso. É uma coleção de canções maravilhosas, extremamente bem escritas tanto na parte lírica quanto musical, por um gênio da música mundial.

Gostaria de mandar um abraço a todos que curtem a banda e fazer um convite pra os que não conhecem. Nosso site é www.udora.com e fazemos um som que vem dos nossos corações, contando nossas pequenas histórias em canções que a gente se orgulha de tocar. Todos são bem-vindos e espero poder ampliar nossos horizontes cada vez mais.
Grande abraço e tudo de bom,
Gustavo Drummond
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